“Pela ciência a terra árida floresce.” ROSADO. Vingt Un.
Celebrar sessenta anos de uma instituição é reconhecer que sua história ultrapassa a dimensão cronológica dos fatos. É compreender que uma universidade é construída por pessoas, ideias, sonhos e transformações que se acumulam ao longo do tempo, moldando não apenas o espaço acadêmico, mas também a sociedade que a cerca.
A exposição de longa duração “Pela ciência a terra árida floresce”, convida o público a percorrer a trajetória da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), acompanhando os caminhos que fizeram da Instituição uma referência para o desenvolvimento do semiárido brasileiro.
Inspirada no lema que sintetiza a vocação histórica da Universidade, a mostra apresenta a ciência como instrumento de transformação social, econômica e cultural, em uma região marcada pelos desafios impostos pelo clima semiárido.
A produção do conhecimento tornou-se uma ferramenta capaz de ampliar possibilidades, promover inovação e fortalecer a convivência sustentável com o território. Ao longo de seis décadas, a instituição consolidou-se como espaço de formação, pesquisa, extensão e construção coletiva de futuros.
A exposição assume um caráter memorialístico ao reunir documentos, fotografias, objetos, relatos e registros que testemunham diferentes momentos da vida universitária. Cada peça preservada carrega marcas da experiência humana que sustenta a história da Universidade: o trabalho de docentes e técnicos, a dedicação dos estudantes, as conquistas científicas, os desafios institucionais e a relação permanente com as comunidades do semiárido. Mais do que ilustrar acontecimentos, esses vestígios permitem refletir sobre os sentidos da memória e sobre a importância de preservar narrativas que ajudam a compreender o presente.






O percurso expositivo evidencia ainda que a história da UFERSA acompanhou as mudanças do Rio Grande do Norte e do mundo, contribuindo para o fortalecimento da educação pública, da produção científica e do desenvolvimento social. A trajetória apresentada revela uma Instituição em constante transformação, capaz de renovar-se sem perder o compromisso com a sua missão fundadora.
Ao ocupar o espaço da Pinacoteca e Memorial ESAM/UFERSA, esse Museu Universitário tem como propósito, a salvaguarda da memória Institucional, onde a exposição reafirma o papel dos museus como lugares de preservação, pesquisa e difusão do patrimônio cultural. Assim, a memória aqui apresentada não se restringe à evocação nostálgica do passado; ela se transforma em instrumento de compreensão histórica, identidade coletiva e projeção de novos horizontes.

“Pela ciência a terra árida floresce” é, sobretudo, um convite ao encontro. Encontro entre gerações que construíram a Universidade, entre conhecimento e território, entre lembrança e futuro. Ao percorrer esta exposição, o visitante é chamado a reconhecer que a história da UFERSA não é apenas a história de uma Instituição de ensino, mas também a história de milhares de vidas transformadas pela educação pública e pela crença de que o conhecimento tem o poder de fazer florescer até os cenários mais desafiadores.
Que esta mostra seja, portanto, um espaço de memória viva, reflexão e pertencimento, onde o passado ilumina o presente e inspira os caminhos que ainda serão construídos.
Curador / Diretor PIM

